O espelho reflete minha vaidade, enquanto ainda me procuro dentro dos meus próprios olhos. Um mundo que não me agrada, onde as pessoas morrem e nem se dão conta. Um amor que me exige mais de mim, do que eu mesmo exijo de mim. Uma cumplicidade forjada nas beiradas frias de uma carência passageira. Mentir o que sente é prática, camuflar o que incomoda é uma dádiva, não se importar com mais nada, isso sim é um dom. O que eu sou? Sou apenas cada pedaço que sobrou de mim. A morte, desespero e agonia pra alguns, alivio para quem se ilude com o final de um livro sem fim. Me recuso a estar triste, se os motivos da tristeza forem menores do que a minha dor. Ah se eu falasse tudo, ou pelo menos metade das coisas que penso. Minha alma sufoca, e eu faço de cada linha um novo desabafo. Eu não digo, você não percebe, você não desconfia e nem parece se importar. Nunca entendi porque dizemos que sentimos um vazio no peito, objetos vazios não pesam, um corpo vazio é quase impossível de carregar.
— Sean Wilhelm (via broksly)
(Fonte: verticalian, via fuckhispromises)





